E eu posso provar.

Eu estudei roteiro na faculdade de cinema e também na AIC. Mas foi na prática que entendi uma coisa que mudou completamente a minha forma de escrever: atenção não é garantida — ela é conquistada a cada segundo.

No audiovisual, se você perde o interesse do público, ele simplesmente vai embora. No digital… também.

E aí vem o desafio: como manter o interesse em um texto — ainda mais quando você está escrevendo sobre algo que nem faz parte do seu universo?

Pra mim, isso começou a ficar mais simples quando eu passei a tratar texto como roteiro. Seguindo algumas regras bem práticas:

– todo começo precisa fisgar

– cada frase precisa justificar a próxima

– ritmo importa mais do que palavras bonitas

E principalmente:

ninguém se importa com o que você quer dizer — você precisa fazer a pessoa se importar.

Hoje, quando escrevo copy, eu não penso só em texto.

Eu penso em cena. Em ritmo. Em tensão. Em curiosidade.

Penso como roteirista.

Porque, no fim, copywriting e roteiro têm o mesmo objetivo: prender alguém até o final.

Se você escreve para internet e ainda não estuda roteiro, talvez esteja ignorando uma das ferramentas mais poderosas que existem.

Você já tinha parado pra pensar nisso?